Mundo
Guerra no Médio Oriente
EUA e Irão perto de prolongar cessar-fogo por 60 dias
Os mediadores acreditam estar perto de um acordo para prolongar o cessar-fogo entre os EUA e o Irão por 60 dias e estabelecer uma estrutura para as negociações sobre o programa nuclear de Teerão, informou o Financial Times no sábado, citando pessoas conhecedoras das negociações. À CBS-News, Trump referiu que as hipóteses entre um "bom" acordo e o reatar da guerra são "50-50".
O acordo incluiria uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, discussões sobre a diluição ou transferência do stock de urânio enriquecido do Irão e medidas de Washington para aliviar o bloqueio aos portos iranianos e as sanções, acrescentou o relatório.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou por sua vez que existe "uma hipótese" de o Irão aceitar muito em breve, eventualmente ainda hoje, um acordo para acabar com a guerra. "É possível que mais tarde hoje, amanhã ou dentro de alguns dias, tenhamos informações para partilhar", disse Rubio aos jornalistas em Nova Deli, acrescentando que esperava ter "boas notícias".
A declaração do governante norte-americano surge no mesmo dia em que o Governo iraniano afirmou que Teerão e Washington se aproximaram de um possível acordo de paz sob mediação paquistanesa.
Trump sublinhou igualmente que o acordo com o Irão está "muito próximo" em declarações este sábado,
à CBS News, estimando as hipóteses de um "bom" acordo ou de um reatamento da guerra em "50-50", segundo o veículo de comunicação Axios.
Sobre as negociações, "a cada dia, melhoram", disse o presidente norte-americano à CBS News, por telefone. Sem acordo, o presidente norte-americano declarou que "explodiria os iranianos até ao fim dos tempos".
De acordo com a estação norte-americana, que cita fontes próximas das discussões, a mais recente proposta inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, o desbloqueio de certos ativos iranianos em bancos estrangeiros e a continuação das negociações por mais 30 dias.
A CBS News não especificou, no entanto, qual o lado que fez estas propostas.
Durante várias semanas, Donald Trump tem alternado entre ameaças e otimismo em relação ao fim da guerra com o Irão.
Vai reunir-se com a sua equipa de negociação no sábado para discutir a última oferta de Teerão e deverá decidir até domingo se retoma ou não as hostilidades, disse ao Axios.
à CBS News, estimando as hipóteses de um "bom" acordo ou de um reatamento da guerra em "50-50", segundo o veículo de comunicação Axios.
Sobre as negociações, "a cada dia, melhoram", disse o presidente norte-americano à CBS News, por telefone. Sem acordo, o presidente norte-americano declarou que "explodiria os iranianos até ao fim dos tempos".
De acordo com a estação norte-americana, que cita fontes próximas das discussões, a mais recente proposta inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, o desbloqueio de certos ativos iranianos em bancos estrangeiros e a continuação das negociações por mais 30 dias.
A CBS News não especificou, no entanto, qual o lado que fez estas propostas.
Durante várias semanas, Donald Trump tem alternado entre ameaças e otimismo em relação ao fim da guerra com o Irão.
Vai reunir-se com a sua equipa de negociação no sábado para discutir a última oferta de Teerão e deverá decidir até domingo se retoma ou não as hostilidades, disse ao Axios.
Paquistão confirma
O exército paquistanês citara durante a tarde o chefe do exército do Paquistão, o marechal de campo Syed Asim Munir, para referir que este manteve conversações altamente produtivas com o presidente do Irão e outros altos funcionários durante uma visita a Teerão para discutir o fim da guerra com o Irão.
As negociações das últimas 24 horas resultaram em progressos encorajadores rumo a um entendimento final, referiu o comunicado.
As negociações das últimas 24 horas resultaram em progressos encorajadores rumo a um entendimento final, referiu o comunicado.
"As intensas negociações realizadas nas últimas 24 horas resultaram em progressos encorajadores rumo a um entendimento final", afirmou a Ala de Media do Exército Paquistanês (ISPR) num comunicado, no final da visita de mediação do chefe do exército, Asim Munir, à capital iraniana.
Teerão e Washington referiram este sábado um avanço nas negociações, após semanas de tensões e consultas diplomáticas.
"Após várias semanas de conversações bilaterais, há uma tendência para a aproximação" em relação às posições norte-americanas, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, na televisão estatal, revelando que Teerão estava na "fase de finalização" de um memorando de entendimento com Washington com vista a cessar hostilidades.
"Isto não significa necessariamente que nós e os Estados Unidos cheguemos a um acordo sobre as questões importantes", ressalvou.
Baghaei afirmou que a questão nuclear não faz parte do acordo em discussão "nesta fase". As partes mantêm um frágil cessar-fogo desde 08 de abril - que interrompeu o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica - e realizaram a única ronda de conversações formal três dias depois em Islamabad, que não produziu resultados, e desde então prosseguem negociações indiretas.
Teerão e Washington referiram este sábado um avanço nas negociações, após semanas de tensões e consultas diplomáticas.
"Após várias semanas de conversações bilaterais, há uma tendência para a aproximação" em relação às posições norte-americanas, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, na televisão estatal, revelando que Teerão estava na "fase de finalização" de um memorando de entendimento com Washington com vista a cessar hostilidades.
"Isto não significa necessariamente que nós e os Estados Unidos cheguemos a um acordo sobre as questões importantes", ressalvou.
Baghaei afirmou que a questão nuclear não faz parte do acordo em discussão "nesta fase". As partes mantêm um frágil cessar-fogo desde 08 de abril - que interrompeu o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica - e realizaram a única ronda de conversações formal três dias depois em Islamabad, que não produziu resultados, e desde então prosseguem negociações indiretas.
O Irão continua a exercer ameaça militar no estreito de Ormuz, atingindo os preços globais de bens petrolíferos, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos como forma de asfixiar a economia da República Islâmica.
As negociações são centradas no estreito de Ormuz, no programa nuclear e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como no seu apoio a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah libanês e o Hamas palestiniano, e nos bens iranianos congelados no estrangeiro e sanções internacionais contra Teerão.
As negociações são centradas no estreito de Ormuz, no programa nuclear e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como no seu apoio a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah libanês e o Hamas palestiniano, e nos bens iranianos congelados no estrangeiro e sanções internacionais contra Teerão.
c/Lusa